segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mensagem da poeta pernambucana aos demais Nós da Poesia

Fiquei emocionada ao ver as fotos com alguns autores presentes no NÓS DA POESIA, infelizmente moro numa cidade do agreste pernambucano e dessa forma fico impossibilitada de estar junto com vocês num momento tão especial quanto este, mas creiam, estive e estarei em alma, em essência, através das palavras contidas em meus poemas.

Já comprei alguns livro de antemão, através da All Print, e distribui entre alguns veículos de comunicação aqui na minha cidade, fiz doação de um livro para a biblioteca da FAVIP - Faculdade do Vale do Ipojuca / Caruaru - PE, onde curso Publicidade e Propaganda e faço MBA em Gestão em Marketing.

Algumas notas já foram até publicadas em sites locais aqui na cidade, uma delas mando em anexo.

No mais, parabéns a todos que contribuiram para que está grande obra pudesse se tornar real.

Muita luz em vossas essências poéticas e inspiradoras.

Atenciosamente,

Mariana Helena de Jesus
Autora do Nós da Poesia

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O poeta e professor Luiz Lyrio é o nosso homenageado


O Terças Poéticas do dia 21 de junho terá o lançamento Nós da Poesia, uma antologia organizada por Brenda Marques Pena pelo IMEL, que conta com a participação de 40 autores da América Latina, além da homenagem a Luiz Lyrio, autor de Nos idos de 68. Os poetas Clevane Pessoa, Cláudio Márcio, Bilá Bernardes, Ênio Poeta, e Pâmilla Ribeiro participam do encontro que acontece às 18h30, nos Jardins Internos do Palácio das Artes, com entrada franca.

Biografia de Luiz Lyrio

Natural de Belo Horizonte, Luiz Paulo L. Araújo, viveu a sua infância na década de 50, tendo começado a se interessar por política já nos chamados “anos dourados”. Dessa época, guarda ainda as lembranças de alguns fatos históricos (suicídio de Getúlio, governo de Juscelino, Revolução Cubana) e de discussões políticas dos adultos, que ouvia com interesse todo especial.
Na escola, recebeu formação e informações importantes de alguns de seus professores mais politizados. Fez o antigo ginásio durante a primeira metade da década de 60, tendo recordações bem vivas dos grandes debates sobre as reformas de base e do golpe de 64.

Iniciou efetivamente sua militância política no 2º grau, quando estudava no Colégio Estadual Central no Santo Antônio. Nessa época (66, 67 e 68), foi membro destacado do movimento secundarista e chegou a ter seu nome cogitado para participar de uma das chapas que disputaria a diretoria da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). No final de 68, afastou-se do movimento, desiludido com a fragmentação das esquerdas naquele momento decisivo para o movimento estudantil.
Em 1970, passou no vestibular do Premen e, em 1971, fez o curso de curta duração de História, disciplina que escolheu por favorecer um trabalho mais efetivo de conscientização política dos estudantes. Em abril de 1972, começou sua carreira de professor, lecionando inicialmente na Escola Polivalente do Barreiro. Iniciou, então, nos duros anos de repressão e censura que se sucederam, um discreto trabalho político-pedagógico.

Em 1973, transferiu-se para a Escola Polivalente de Barbacena e lecionou em vários outros estabelecimentos de ensino naquela cidade e em cidades próximas. Em 1977, criou e dirigiu o Politeatro, grupo de teatro da Escola Polivalente de Santos Dumont. Em 1979, teve participação destacada na greve dos professores que deu origem à criação do Sind-UTE, coordenou o movimento em Barbacena e Santos Dumont e percorreu cidades próximas, ajudando a consolidar a greve.

Freqüentou a faculdade (FAFICH-UFMG) numa época de refluxo do movimento estudantil e concluiu o curso de licenciatura plena de História. Em 1983, participou de todas as fases do Primeiro Congresso Mineiro de Educação. Neste grande evento, defendeu os direitos dos educadores e lutou pela democratização das escolas e por eleições diretas para diretor de estabelecimento de ensino público. Nos anos 80, redescobriu os grêmios estudantis e realizou um trabalho de incentivo e assessoria às lideranças que se destacavam nas escolas em que lecionava. A partir desse trabalho, tomou consciência da necessidade de um material sintético, porém mais completo e mais didático do que os disponíveis até a época, e que auxiliasse aqueles que quisessem organizar e manter funcionando grêmios estudantis em suas escolas. Iniciou, então, um trabalho de pesquisa que culminou com a edição do livro “Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania”.

Em 1995 e 1996, apoiado pelo Departamento de Educação da Administração Regional Oeste da PBH, começou a divulgar de seu trabalho, com a promoção de debates em várias escolas, participação em um encontro de estudantes da Regional e a divulgação seu livro no Congresso do SIND-UTE, realizado em Varginha.
Em 1998, com o apoio das varias entidades, inclusive da UMES-BH e do SINPRO-MG, lançou a segunda edição de seu livro. Em 1999, produziu e lançou uma fita de vídeo sobre os grêmios.

A partir daí, intensificou sua ação em prol do crescimento do movimento secundarista por meio de palestras, mini-cursos e seminários, e ministrou , em novembro de 1999, o relato de experiência “O Grêmio Estudantil: Um Exercício de Cidadania”, no Centro de Referência do Professor da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais.
Entre 2000 e 2010, várias de suas crônicas foram publicadas no Jornal O TEMPO. Entre 2002 e 2008, colaborou com o Jornal O ESPIGÂO, do bairro Caiçara em Belo Horizonte.
Em 2002, lançou, em parceria com escritores mineiros e de outros estados, ESTALO, o tablóide, jornal que deu origem a ESTALO, a revista, publicação literária destinada a divulgar o trabalho de autores independentes, que circulou até 2006. Ainda em 2002, participou do X Encontro de Diretores Pedagógicos e Especialistas em Educação dos Colégios Tiradentes, proferindo palestra sobre o tema “GRÊMIO ESTUDANTIL”.

Durante o ano de 2003, desenvolveu, na Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho, o PROJETO BANDEIRA BRANCA, que culminou com uma semana de debates sobre a violência em geral e a violência nas escolas. O evento contou com o apoio do CAPE, da SMED e da Regional Nordeste da PBH. Em 2004, publicou os livros NOS IDOS DE 68 e MARCAS DE BATOM. Em 2005, foi agraciado com o Prêmio Destaque no V Concurso Rubem Braga de Crônicas, com a crônica ALICE NO PAÍS DAS ARMADILHAS. No ano seguinte, ficou em 6º lugar no Concurso Fliporto de Contos (Porto de Galinhas – PE) com o conto “Para Que Caminhar?”, editado nos Anais do Festival de Literatura de Porto de Galinhas de 2006.

Em 2007, publicou o livro ABDUÇÃO, teve seu conto CORPO FECHADO selecionado no VI Prêmio Literário Livraria Asabeça (São Paulo – SP) para publicação em antologia e ganhou MENÇÃO HONROSA no II CONCURSO CLAUDIONOR RIBEIRO DE CONTOS (Cachoeiro do Itapemirim – ES). Ainda em 2007, ganhou Menção Honrosa no 5º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CONTOS E POESIAS, teve seu conto PASSAGEM DE ANO publicado em 2008 no livro ELOS E ANELOS da Editora Guemanisse (Teresópolis – RJ), e recebeu menção honrosa no XII Concurso de Poesias, Contos e Crônicas, promovido pela ALPAS XXI (Cruz Alta – RS). Em 2008, a Mazza Edições publicou uma segunda edição de seu livro NOS IDOS DE 68. Em 2009, publicou, pela “LivroPronto Editora”, seu livro de contos ENTRE A MORTE E A VIDA e ganhou prêmio destaque no VI Concurso Rubem Braga de Crônicas. Em 2010, foi jurado do Concurso Literário 2os Jogos Florais do Século XXI. Neste mesmo ano, foi agraciado com Menção Honrosa no VI Concurso Newton Braga de Poemas, promovido pela Academia Cachoeirense de Letras.

Aposentado como professor em 2008, Luiz Lyrio é representante do Movimento Abrace em Aracaju-SE, cidade na qual reside atualmente, Embaixador da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix - Suisse/France, Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras (Cachoeiro do Itapemirim – ES) e Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO).

Obras onde você encontra textos de Luiz Lyrio:

Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania – Luiz Paulo Araújo – Belo Horizonte, 1995.
Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania, 2ª Edição – Luiz Paulo Araújo – Belo Horizonte, 1998.
Nos Idos de 68 / Luiz Lyrio. – Belo Horizonte: Anome Livros, 2004.
Marcas de Batom/ Luiz Lyrio. Belo Horizonte: Edição: Estalo, a revista, 2004.
Estalo, a revista - Belo Horizonte - n° 1 a 5 - 2004-2005
Estalo, o tabloide - Belo Horizonte - n° 1 a 6 - 2oo1 - 2010
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2005.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2006.
Anais da Fliporto 2006 – Recife, PE, 2006.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2007.
Abdução / Luiz Lyrio – R & S Gráfica e Editora – Belo Horizonte, MG, 2007.
VI Prêmio Literário Asabeça 2007: antologia: poesias, contos e crônicas. – São Paulo: Scortecci, 2008.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2008.
Elos e Anelos. Vol I. Teresópolis, RJ: Guemanisse, 2008.
Nos Idos de 68: Edição rememorativa do quadragésimo aniversário do ano bissexto em que os jovens se tornaram sujeitos da História e quase mudaram a trajetória do mundo / Luiz Lyrio. – Belo Horizonte : Mazza Edições, 2008.
Coletânea Deslizes: poesias, contos e crônicas / coordenação: Rozelia Scheifler Rasia; organizadoras: Alba Pires Ferreira, Ilda Maria Costa Brasil, Rozelia Sheifler Rasia. – Passo Fundo, RS – Berthier, 2008.
Galeria Brasil 2009: Guia de Autores Contemporâneos/Celeiro de Escritores. São Paulo, SP: Editora Sucesso, 2009.
Nós da Poesia / Brenda Marques Pena, organizadora. – São Paulo: All Print Editora, 2009.
Entre a Morte e a Vida / Luiz Lyrio. – São Paulo: LivroPronto, 2009.
Alma Brasileira: poemas / organizadora: Sandra Luzia Stabile de Queiroz, Salvador, BA, 2010.
Olhar Andarilho: Poesias, Contos e Crônicas / Organizado por Rozelia Scheifler Rasia e Alba Pires Ferreira - Porto Alegre; Alternativa, 2010.
Abrace Revista Internacional - Ano V - Nº 11 -março de 2010.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

As vozes poéticas do Nós da Poesia


"Torna-se necessária a construção de uma nova ágora, espaço aberto no deserto para altos voos e comunhões. Aos meus olhos, esta é a grande missão do Nós da Poesia 2 e do infatigável trabalho do Instituto Imersão Latina: fazer com que o óbvio, ainda que o seja, se transforme de seixo soterrado a cristal solar; que a diferença se encontre e simultaneamente se coproduza dentro da
esfera de admiração e delírio poéticos. Mais do que isso, o Nós da Poesia 2 é ato de dar voz às vozes. Muito além do simples “dizer-belo” (retórica), Nós da Poesia 2 é dizer-verdade: parresia**. Trata-se do “tudo-dizer”, da “coragem da verdade”. Todos esses poetas cosem a teoria à prática, os saberes às resistências e dão vida a todas as frias palavras das leis dos homens cinzas. Afinal de contas, como já nos disse o filósofo Michel Foucault, a obra e a vida, a escrita e a ação são uma mesma realidade."

Lucas Guimaraens
Embaixador do Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - Suisse/France. Consultor de Projetos Culturais Internacionais relacionados à UNESCO.

(Prefácio ao Nós da Poesia 2)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CD Tropofonia será lançado neste sábado com performances poéticas e sonoras na Biblioteca Estadual Luiz de Bessa


O programa de rádio Tropofonia (rádio UFMG educativa 104,5) ganhou no ano de 2010 o principal prêmio do radialismo brasileiro: Prêmio Roquette-Pinto de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos, na categoria rádio-arte/experimentação sonora, da ARPUB e do MinC em parceria com o IMEL – instituto Imersão Latina. Tropofonia, uma experiência de linguagem, consiste na criação e apresentação de roteiros da vida e obra de poetas contemporâneos de agora, através de uma poética sonora de invenção, transformando o rádio em arte.

Tropofonia Belo Horizonte começou em 2009 com os argentinos Sebastián Moreno e Laia Ferrari e o poeta brasileiro Wilmar Silva. A partir de 2010, com a saida de Sebastián e Laia para Cochabama, Bolívia, onde criaram mais um núcleo Tropofonia, Francesco Napoli e Cristina Borges passaram a integrar o programa ao lado de Wilmar Silva.

O cd “Tropofonia” contém 19 (dezenove) faixas com poemas sonoros selecionadas dos programas apresentados em 2010, gravados nos estúdios da Rádio UFMG Educativa e masterizados por André Soares. Faixas do cd Tropofonia, poesia biosonora:

1_nãoíndio_djami_sezostre
2_protos_oliverio_girondo
3_anu_wilmar_silva
4_mãeãm_djami_sezostre
5_zoormiga_fatras_djami_sezostre
6_aatopiaa_djami_sezostre
7_azes_marioswald_de_andrade
8_crime_na_flora_ferreira_gullar
9_poema_estrutural_fernando_aguiar
10_nicholai_de_dacia_djami_sezostre
11_eu_não_eu_francesco_napoli
12_vvv_djami_sezostre
13_poema_em_linha_reta_fernando_pessoa
14_take then, these...charles_bernstein
15_extinção_régis_bonvicino
16_velocidade_ronaldo azeredo
17_a_piedade_roberto_piva
18_a_minha_porção_de_desejo_joão_miguel_henriques
19_a_vida_me_carrega_no_ar_como_um_gigantesco_abutre_roberto_piva

O show de lançamento do cd “Tropofonia” terá a apresentação da performance de poesia biosonora NEONÃO com Wilmar Silva e Francesco Napoli. Além de artistas convidados, ligados de alguma forma ao projeto, como os poetas Jovino Machado, Lucas Guimaraens, Regina Mello e Brenda Mar(que)s Pena, os músicos Pedro Morais e Phillipe Lobo, Thiago Diniz e Camila Teixeira, as cantoras Rita Silva e Carol Viveiros, os videomakers Gigio Gomes e Bruno Grossi, o produtor Pedrinho Alves Madeira, a artista visual Camila Buzelin.

NEONÃO é um trabalho de Wilmar Silva e Francesco Napoli com a intenção de desenvolver uma linguagem poética, sonora e física, que não fosse nem poesia e nem música, mas sendo performance em diálogo com todas as artes, tendo como essência as línguas da vida. A poesia biosonora é uma combinação de elementos da poesia sonora com ruídos provindos de música experimental sem cair em nenhum território. A voz perpassa uma infinidade de entonações do murmúrio ao grito e a guitarra é utilizada de modo experimental sem aderir às convenções musicais, mas dialogando com este universo. Na poesia biosonora a palavra e os ruídos produzidos pela guitarra entram em simbiose de modo que o poema se revele como coisa, como objeto quase táctil, quase tangível. A palavra como coisa é moldada pela voz de Wilmar Silva e pelos ruídos eletrificados da guitarra em uma incorporação do corpo da palavra. NEONÃO é uma linguagem inovadora que vem conquistando cada vez mais ouvintes interessados em novidades artísticas, com apresentações realizadas em Portugal, na Bolívia e no Brasil.

O formato radiofônico com o nome “Tropofonia” está no ar semanalmente desde fevereiro de 2007 na cidade de Rosario na Argentina. Em 2008 iniciou-se o programa no Uruguai na cidade de La Paloma. Em 2009 estreia a sede de “Tropofonia” em Belo Horizonte, e em 2010 o programa foi inaugurado em Cochabamba na Bolívia. E agora em 2011 o “Tropofonia” Belo Horizonte passa a ser veiculado também na Espanha, pela Universidad de Salamanca.

lançamento cd tropofonia
apresentação performance NEONÃO
c/ wilmar silva e francesco napoli

30/04/11 sábado 21h
teatro da biblioteca pública estadual luiz de bessa
Praça da Liberdade - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
entrada franca

CONTATOS:

Francesco Napoli
francesconap@gmail.com

Wilmar Silva
wilmarsilva@wilmarsilva.com.br

domingo, 24 de abril de 2011

Poema de Líria Porto: Ribeirinha


Ribeirinha

Por líria porto

comecei na lida cedo
ajudo a mãe no de comer

sinto inveja não
nem de quem tem terra
nem de quem tem luxo

faço panelas
: tiro o barro bato amasso moldo queimo
tudo assim - na dificuldade

igual canoa no rio
não sou de deixar rastilho
estou de passagem

tenho pele de escama
gosto de peixe

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sábado, 23 de abril de 2011

Poema de Neuza Ladeira: Tempo Instantâneo




Tempo Instantâneo

No alto daquela montanha
tocava a flauta
Na montanha inexistente
tocava a flauta
Nessa música incessante
que atormenta a alma dos errantes
traz para a terra uma verdade
O Universo é uma pérola brilhante.


Neuza Ladeira

(poeta e uma das autoras da antologia Nós da Poesia volume 1)

LÁ VAMOS NÓS DA POESIA…