terça-feira, 19 de março de 2013

Mês da Poesia e da Mulher

Por Clevane Pessoa*
Fotos:Ciléia Botelho.
  

Distribuí, durante e ao final da palestra "Existe Uma Poesia Feminina ?", realizada nesta terça-feira, 19 de março, no Centro Cultural Padre Eustáquio os saquinhos de poesia do Projeto Re-Insacando Poesia, que completou 20 anos .Ilustrei , anteriormente, a edição de Poetas Mineiros e o solo, do cito poeta, muito connhecido em especial pelo Belô POético (anual e internacional) e o Poesia na Praça Sete- (sazonal), na capital mineira. Um de meus desenhos a bico de pena foi linha d´água nas páginas e oferecido com o conjunto de poemas.

Também distribuí exemplares das antologias Varal Antológico II( 2012 ), da antologista Jacqueline Aisenman; saquinhos do Projeto Pão e Poesia de Diovani Mendonça (Contagem-MG),O Livro das Aldravias (SBPA-Mariana-MG ),Eupoema (da antologista e poeta Edinara Leão-virArte Santa Maria/RS) ;Objetivo Indefinido (Maria Moreira, pela autora); XIII Antologia do Milênio, edição em homenagem a Oscar Niemeyer) da Poearte, com de capa de Adão Rodrigues (Belo Horizonte-MG) ; Vozes de Aço , XII Antologia Poética de Diversos Autores, Poearte, antologista Jean Carlos Gomes; Nòs da Poesia + 20 Nosotros, da antologista , jornalista e poeta Brenda Marques Pena, AllPrint ;poemas ilustrados por Iara Abreu (Projeto Aspectos Urbanos, de vários autores) ;Em Nome de Gaia, de Madhu Maretiore ; Poetas en-Cena-antologistas Rogério Salgado e Virgilene Araújo (2010- Editora O Lutador ), entre outros , mais uma antologia Agenda virArte 2013 (organizada por Edinara Leão) , cartõess de poemas , ilustrados com meus desenhos da série Graal feminino Plural; revistas posteres, do grupo Graal Feminino Plural, um exemplar da revista LOGOS ,de Poesia, de S.Luiz, Ma, editada por Kiko Consulin, marcadores de livros e postais poéticos, além de meu poema Rugas.Lancei ainda meu livro Lírios sem Delírios-selo editorial aBrace-Brasil / Uruguai e doei aos presentes.

Foram interpretados poemas de mulheres que escrevem poesia . Um momento especial, na biblioteca do Centro Cultural Padre Eustáquio em Belo Horizonte.

*Clevane Pessoa, conselheira do Instituto Imersão Latina integra as três antologias do Nós da Poesia com autora e colaboradora.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dia Mundial da Poesia no Maletta



A União Alternativa Cultural - UNIAC, o Instituto Imersão Latina – IMEL e a Associação Internacional Poetas del Mundo Secção de Minas Gerais realizam nesta quinta-feira, 21 de março, à partir das 18h, no Edifício Maletta, sobre loja, o evento Poesias de Março II, uma celebração do Dia Mundial da Poesia. O Dia Mundial da Poesia celebra-se a 21 de março, foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999. O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

O evento começará às 18h com uma concentração poética no Trecos e Afetos e em seguida, às 19h no Bar Lua Nova teremos varal de poesia, vídeo-poemas, recital e performances. Estarão se apresentando Adyr Assumpção, Brenda Mars, Carlos Barroso, Ênio Poeta, Grupo Nós da Poesia, Helen Novais, José Stanislau Filho, Luiz Gonzaga Marcelino, Magna Alice, Marcelo Dolabela, Marta Reis, Newton Emediato Filho, Olegário Alfredo - Pâmilla Vilas Boas, Panela de Expressão, entre outros. Também teremos exposição e venda de livros. A entrada é gratuita.

Será feita uma homenagem aos 10 anos sem Paulo Leão, poeta beatnik que viveu no Edifício Maletta e que é uma referência da poesia marginal de Belo Horizonte e do Brasil.

O Dia Mundial da Poesia no Maletta, Poesias de Março II tem o apoio do Condomínio do Edifício Maletta, Bar Lua Nova, Trecos e Afetos e da Loja do Tião.
  
Serviço:
O que: Dia Mundial da Poesia no Maletta, Poesias de Março II.
Quando: Dia 21 de março de 2013, quinta-feira, à partir das 18h.
Onde: Edifício Maletta, sobre loja – Avenida Augusto de Lima, esquina com rua da Bahia, Centro, Belo Horizonte, MG, Brasil.
Quanto custa: Entrada gratuita.

Informações:

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Encontro de autoras do Nós da Poesia: Meire Sateré e Avelin Rosana



Por Avelin Rosana*

Ahhhh!!!! Então foi um reencontro mágico em Belo Horizonte...Saudades, risadas, poesias! Lembramos de uma época em que duas pessoas completamente diferentes viveram sob o mesmo teto...Teto escaldante no calor abafado do norte, a beira do rio Madeira.Ela, Meire Cabral, "Meiroca Sateré", uma menina tímida de lindo sorriso, de coração humilde e força de guerreira típica de seu povo Sateré e eu Avelin Rosana, uma maluca da cidade, tatuada, cheia de neuras que ouvia Janis e Elis e fumava Hollywood de menta. Meiroca me aceitava como eu era, até a fumaça não a incomodava e hoje confessou que gostava dos incensos que eu acendia para disfarçar o fedor do cigarro rs .Amor é assim, estranho, mas forte, rompe barreiras e é inexplicável!

Abaixo o poema de Meire Sateré publicado no livro Nós da Poesia + 20 Nosotros na sua língua e sua tradução para o português.
Wat’i wat at


Ta’i mi’i Tupana wuat’i mesuwarote iminug ko’i toine’en e. 
Tuwewanentup airania  upi 
Tutunug y’y, tutunug iwytu, tutunug yi. 
Wuat’i iminug koi tutunug wateropat hamo 
Tutunug hirokaria at kurin ewy.
Iha hetyhot wywo Tupana hetup 
 Yt watywaure tei’o ai wyria’in 
Tutunug aipy’a nu mehit ewy
Ma’ato  miit’in nu ewy  sese toine’en
Tupana tikye’sat torania miit toweno’e nu kaipyi hap
Wateropat hamo torania iminug koi.
 Wentup yn ni netap toine’en airania wat!


O sol do Universo. (Tradução)

Quando Deus criou o mundo.
Pensou em cada um de nós.
Fez a água, fez  o ar , fez a terra!
Fez o mundo pra gente cuidar...
Fez as crianças como pequenos sóis...
Pedindo com seus olhos brilhantes
Pra que não esquecessemos do próximo
Criou corações de diamantes.
Mas a maioriaSe tornaram pedregosos...
Deus manda que saia vida das pedras, e cuidemos  do mundo
O lar único e nosso!





 *Esse relato foi publicado primeiramente no facebook da Avelin Rosana, socióloga, conselheira do Imersão Latina e integrante do Comitê Mineiro pela causa indígena. É uma das autoras do Nós da Poesia, volumes I, II e especial Nós da Poesia + 20 Nosotros. Meire Sateré foi o destaque indígena da antologia Nós da Poesia + 20 Nosotros, lançada em 2012 na Cúpula dos Povos, durante a Rio + 20.

Aguardem novos lançamentos, encontros e apresentações poéticas do Nós da Poesia este ano. Divulgaremos a agenda aqui neste blog e no site http://www.imersaolatina.com. Acompanhem!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Poetas do Nós da Poesia prestam homenagem à poetisa Maria Segóbia

Poetas participantes do Sarau Lítero Musical de lançamento do livro Poetas en Cena 5, no 7º Belo Poético - Café Status - 15/07/2011 - BH/MG. A poeta Maria Clara Segóbia é a segunda da esquerda para à direita

Fio Partido
Bilá Bernardes

Era vida escorrendo
por todos os poros
e nada lhe tirará isso

A morte levou o corpo
deixou palavras
registros
idéias
pensares

deixou presença marcante
na lembrança
no retrato
na poesia

A morte apenas rebentou um fio
mas não consegue levar
o que tecido está

Isso fica

(Inspirado em Deserto Habitado, de Maria Inês Resende, 
um dos bons livros que li nos últimos anos) 


Sorriso corrente

Só a melancolia de um tango
pode expressar a dor do adeus
A poetisa Maria Clara Segóbia
Reverberamos poesia nas calles
Quando a conheci em Buenos Aires
E no teatro da vida nos encontramos
Nas cidades com B vivemos bonanças
Em Bento Gonçalves e Belo Horizonte
E nesta hora que a saudade desponta
Seus sorrisos seguem nas lembranças.

Brenda Mar(que)s Pena


A poeta Maria Clara Segóbia

Deixa um vazio, torna-se estelar.
Palavras ditas por ela
lembro-as quais vagalumes, ora
parecendo libélulas a dançar.
ora espadas de esgrimar.
Acho que o próprio riso largo
foi a nave que a levou pelo ar...


Clevane Pessoa de Araújo Lopes.



Conheci Maria Clara Segóbia em 2005, no Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves/RS. De cara, ficamos amigos e em 2006 ela apareceu no 2º Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte, realizado por mim e por Virgilene Araújo. A partir daí, ela era figura constante todos os anos no Belô Poético.Tivemos tantas histórias juntos por aqui, que nem sei... Tenho orgulho de tê-la homenageado ainda em vida, no 5º Belô Poético, em 2009 e olha que nem eu, nem ninguém e nem mesmo ela sabíamos de sua doença. Este ano ela não deu as caras por aqui e sentimos muita falta de sua alegria espontânea. Agora me chega essa triste notícia: Deus, precisando e muito dos poetas lá em cima, levou Maria Clara Segóbia ontem, dia 29 de dezembro para encantar um pouco o céu, com a sua poesia. Eu poderia ficar horas escrevendo um puta texto, lindo por ter sido reescrito duzentas vezes para ficar bem legal, mas prefiro apenas ser honesto comigo mesmo, abrir meu coração e dizer: - Poxa, cara, tou triste, muito triste mesmo. E tudo que estou sentindo pode ser refletido no poema que transcrevo abaixo.


Concerto para lá maior

(entre as nuvens)


Meus amigos estão todos indo embora
e eu, por enquanto
vou ficando por aqui
co

m aquela sensação de vazio
preenchendo-me os poros
as artérias, a alma, os versos.
Revejo catedrais que outrora
pensei um dia, edificar
entanto, o tempo escorre pelas mãos
entra pelos ralos
sem que ao menos, possa segurá-lo.
Alguns recitam versos lá
outros cantam entre nuvens
e cá, ficamos nós, desatando nós
nessa insegurança tão imperfeita.
Meus amigos estão todos indo embora
embora seja verdade, devo aceitar
aguardando que um dia
numa viagem menor
eu possa ver estrelas, constelações
e desvendar enfim, os mistérios dessa vida.

RogérioSalgado

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A periferia grita: Mães de Maio lança novo livro

Por  José Francisco Neto*

Livro é dividido em três temáticas diferentes: “grito familiar”, “grito poético” e “grito dos parceiros”. Primeiro livro lançado pelo movimento foi em maio de 2011, intitulado “Mães de Maio – Do Luto à Luta”

O movimento independente Mães de Maio, formado por familiares de vítimas da violência policial no estado de São Paulo, realiza uma série de lançamentos do livro “Mães de Maio, Mães do Cárcere – A Periferia Grita”.

O prefácio do novo trabalho do movimento é escrito pelo rapper Déxter, que – para fugir da violência – fundou o grupo 509-E na época em que esteve preso no Carandiru. Conta ainda com a participação do músico Eduardo, do grupo de rap Facção Central, do poeta Sérgio Vaz e de relatos de mães que foram vítimas do sistema carcerário brasileiro.

O livro é dividido em três temáticas diferentes. A primeira - grito familiar - reúne o relato de mais de 20 familiares e amigos de vítimas diretas da violência de agentes do estado desde os crimes de maio de 2006. A segunda parte – grito poético - reúne letras, contos e poesias de cerca de 40 poetas. A terceira e última parte – grito dos parceiros – reúne textos de outros coletivos que somam com a luta do movimento nos quatro cantos do Brasil.

O primeiro livro lançado pelo movimento foi em maio de 2011, intitulado “Mães de Maio – Do Luto à Luta”. O livro abordou os crimes cometidos por grupos de extermínio formado por policiais em maio de 2006, em que resultou na morte de mais de 500 pessoas em apenas oito dias.

*Informações da Radioagência NP,

LÁ VAMOS NÓS DA POESIA…