sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Poema censurado na Bahia



O texto “Quadrilha”, de Lívia Natália faz parte do projeto “Poesia nas Ruas”, foi aprovado pelo
Fundo de Cultura. O “Poesia nas Ruas” tem também poemas de Nelson Maca, Alex Simões,
Mel Adún. Os versos foram estampados em outdoors na cidade de Ilhéus, sul da Bahia.
O poema de Lívia recebeu críticas da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado
da Bahia (Aspra), e o outdoor foi removido,
 segundo o site Bahia Notícias. 

A censura gerou manifestações de apoio à professora Lívia Natália nas redes sociais, sites e
blogues. A poetisa desabafou no Facebook: “Este é mesmo o País que se diz fora do regime 
militar e sem censura? Eu e as pessoas que fizeram o projeto Poesia nas Ruas tivemos o nosso
direito à liberdade de expressão vetado!”


O poeta Jorge Augusto, em matéria no site Bahia Notícias, analisou o poema: “O poema propõe 
pensarmos a subjetividade interditada desse corpo negro, (quando rompe a cadeia amorosa 
que remete a intertextualidade com o poema de Drummond), sinaliza o abandono em que, 
muitas vezes, é condenada a mulher negra, denuncia, ao mesmo tempo, a violência com 
que a PM pratica seu genocídio contra o povo negro. 

É amor, a subjetividade desse ser-negro, pensado, pelo Estado, sempre como um corpo suspeito 
que é tema. Maria não teve tempo de amar João. E o assassinato pela PM é apenas uma 
das formas pela qual essa subjetividade do negro brasileiro foi interditada, pela violência, 
e o poema usa dela para denunciar essa interdição, esse amor que não chegou a ser”.

Valdeck Almeida de Jesus, jornalista e poeta, postou em seu perfil no Face: “Meu apoio público 
a Lívia Natália e ao poema. Nada a retificar. Interditar o outdoor é interditar a livre expressão.
E o poema não diz nada diferente do que as estatísticas já dizem há muito tempo.
Ratifico o artigo do professor Jorge Augusto. 
É necessário que todos nós, poetas, escritores, artistas em geral, nos manifestemos 
contra a retirada do outdoor com o poema de Lívia Natália.”

O projeto Fala Escritor postou “Eu apoio Lívia Natália! Vamos mostrar a força que a poesia, 
a literatura e a cultura baiana têm contra a truculência da PM. Cada um vai marcar cinco poetas 
ou pessoas ligadas à poesia, à literatura e à cultura, compartilhando essa postagem. 
Censurar Lívia Natália é censurar a poesia baiana. Compartilhem.”

   
Aqui o poema:

“Quadrilha

Maria não amava João.
Apenas idolatrava seus pés escuros.
Quando João morreu,
assassinado pela PM,
Maria guardou todos os sapatos.”

(“Correntezas e Outros estudos Marinhos” (Editora Ogum's Toques Negros, Salvador-BA, 2015).

Resta a todos nós lutarmos contra esta censura. Com a palavra: escritores, poetas, 
jornalistas, ativistas culturais, pesquisadores, professores, mediadores de leitura, 
grupos e coletivos culturais, associações, academias de letras e o povo em geral.

Fontes:




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Meu Presépio





Ele podia ter nascido em um palácio mais rico que o de Herodes
Ele podia ter um templo mais luxuoso que o de Salomão 
Mas preferiu respeitar a vontade de seu Pai 
E nascer em uma estrebaria 
Junto aos animais e o afeto de sua Mãe
Deixando-nos uma lição de Humildade 
Amor Misericórdia e Perdão 
Uma Prática que até os dias de hoje
Só acontece na teoria 
Que neste natal a gente possa descobrir juntos 
Em Cristo Jesus A Luz
O caminho da Verdade 
A origem da Vida
E deixar que a Paz de Espirito 
Seja  a Real Presença em nossos Corações 

Feliz todos os Natais 
E os 365 dias de 216 com muita saúde 

Vicente Ferrer, poeta do Nós da Poesia

domingo, 15 de novembro de 2015

Presépio do Cotidiano


PRESÉPIO DO COTIDIANO 
Mírian Warttusch


 - O menino sorriu - não tinha por quê
Debaixo da ponte, tentou se esconder.
Levava uns trocados na suja mãozinha
Isso aconteceu logo de manhãzinha.

Pobreza no mundo, que coisa cruel!
Deitou com o cãozinho, por sobre um papel...
Não tinha a cobri-lo nem uma coberta
- Passar fome e frio será a coisa certa?

A mãe se ajoelha e lhe afaga o rostinho
E apanha as moedas da mão do menino.
O pai - barba grande - sentou-se ao seu lado,
Chovera... e o chão, estava molhado.

A cena tocante, me deu pena até,
Como  ali estivessem, Maria e José.
No chão deitadinho, na cabeça um capuz,
eu diria até que fosse Jesus.

A cena é comum, todo dia se vê...
Mas fiquei tocada, confesso a você!
Em pleno Natal, sem anjo, nem nada,
Montaram o presépio em plena calçada...




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nada mais que Pessoa(s)


por Fernando Moura Peixoto*
Homenagem a Fernando Pessoa (1888 – 1935), 80 anos de falecimento em 30 de novembro próximo.
 "A memória é a consciência inserida no tempo." FERNANDO PESSOA (1888 - 1935)
Nada mais do que pessoas... Pessoas que se deixaram retratar em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, tendo como cenário o bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, com o monumento ao Cristo Redentor abençoando todos. Gente como a gente, “ordinary people”, “common people”, como se diz nos States.
 “Hoje em dia há imagem demais e fotografia de menos” segundo o incensado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, de projeção internacional. Ainda bem que assim seja. A revolução das maquininhas digitais possibilitou a qualquer um clicar os melhores e piores momentos, seus ou dos outros, democraticamente. Pretender elitizar a fotografia - e também a poesia - é uma grande insensatez. Os “selfies” – ou “selfishes”, como os chama o humorista J. Praiano – parece que vieram para ficar.
Fotografa-se até no banheiro. Pude registrar uma frase do poeta lusitano Fernando Pessoa (1888 – 1935) grafitada num rejunte de azulejo em toalete de bar na Rua Sorocaba – “A minha arte é ser eu...” – graças à praticidade da tecnologia digital. Esnobado pela mídia carioca o assunto pipocou em blogs nos estados - “O Poeta Pessoa Num Banheiro Em Botafogo” - e atravessou o Atlântico. Foi parar na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, em Portugal, e retornou elogiado:
 “Caro Senhor Fernando. Muito obrigada por esta partilha [Nada Mais do Que Pessoa(s)]. Com os melhores cumprimentos e ao dispor.” Cecília Folgado, Responsável de Comunicação, CASA FERNANDO PESSOA, Rua Coelho da Rocha, 16, Lisboa, Portugal.  www.casafernandopessoa.pt |  Facebook | Instagram
 “Prezado Fernando Moura Peixoto. Agradeço o seu e-mail e as imagens. Realmente, o banheiro seria um dos últimos sítios onde esperaríamos ver uma citação de Fernando Pessoa, o grande poeta da língua portuguesa. Com os melhores cumprimentos.” Ana Moutinho, Porto, PT. - GRI/International Relations Office UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA - Praça 9 de Abril, Porto, Portugal.
Paraense radicada em nossa cidade há muitos anos - justo no bairro de Botafogo -, a cronista e cantora Lúcia Senna pensa de maneira diferente:
 “Aí reside a graça da vida: no inusitado. Quando poderíamos esperar em encontrar Pessoa em um banheiro imundo? Inusitado também o fato do outro Fernando, o Peixoto, tirar a foto da poesia e conosco compartilhar. Coisa de gente sensível!
Bem... Mas como já dizia o nosso grande compositor mineiro Milton Nascimento, ‘todo poeta tem que ir aonde o povo está’... E, sem dúvida, o povo também está nos banheiros imundos dos bares do nosso Brasil. Interessante! Gostei.”
Dedicado a Fernando Pessoa - cujo falecimento ocorreu há 80 anos, em 30 de novembro de 1935 - o vídeo “Nada Mais Do Que Pessoa(s)” teve as fotos realizadas com bom humor entre 2012 e 2015, concordem os puristas da imagética tradicional ou não.
 “Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.”
 “A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.”
“O mito é o nada que é tudo.”
"O sexo oposto existe para ser procurado e não para ser compreendido."
 "A minha pátria é a língua portuguesa."
 “A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão. Muitos creem coisas falsas de mim; e eu, falando com eles, faço tudo por deixá-los continuar nessa crença.”
“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas – a de minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.”
FERNANDO ANTÓNIO NOGUEIRA PESSOA
(13/06/1888 – 30/11/1935)
 Na trilha sonora, o Duo Francisco Mignone, formado pelas pianistas Maria Josephina Mignone e Miriam Ramos, interpreta “Travesso”, “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho”, do carioca Ernesto Nazareth (1863 – 1934). Considerado porVilla Lobos (1897 – 1959) a verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, infelizmente Nazareth hoje é mais conhecido no exterior do que em seu próprio país. Os arranjos são de Francisco Mignone (1897 – 1986).

Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

domingo, 8 de novembro de 2015

Papel do Varal comemora prêmio de Fomento à Literatura em noite poética

Uma noite de prêmios, homenagens e estreitamento de laços entre o público e a poesia

 A brisa que vinha do mar era suave e contrastava com a inquietude da poesia. Pouco depois das 20h, o Rex Bar escutava as cordas do Duo Lumeeiro tocando Flying to the moon. Logo após o deleite com a música, o anfitrião da festa, Ricardo Cabús sobe ao palco declamando Charles Bukowski e inicia uma noite repleta de comemorações, entre elas, o agraciamento do Papel no Varal pelo Ministério da Cultura com a Bolsa de Fomento à Literatura, sendo classificado como o 1° sarau literário do Nordeste e o 4° do Brasil.

Logo os convites para subir ao palco são iniciados e o primeiro a dar voz à poesia foi Guilherme Ramos, com Soneto de (...)
(continua em


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Agenda dos próximos eventos Lumeeiro:

        14/11/2015 (sábado, às 17h) - III Recital Jorge e Hekel, com Ricardo Cabús e Duo Lumeeiro - Flimar - Marechal Deodoro/AL.

        21/11/2015 (sábado, às 14h) - Tardinha Poética, com Larissa Cabús - VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas

        23/11/2015 (segunda, às 18h) - Mesa redonda "Maceió 200 anos de poesia: da pena à internet", com Fernando Fiúza e Marcos de Farias Costa, mediação de Ricardo Cabús - VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas

        24/11/2015 (terça, às 15h) - Contação de Poesia para Crianças, com Larissa Cabús (estande da Secretaria Estadual de Educação) - VII Bienal     Internacional do Livro de Alagoas

        25/11/2015 (quarta, às 20h) - V Recital Djavaneando Lêdo, com Ricardo Cabús e Duo Lumeeiro - VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas

        26/11/2015 (quinta, às 19h) - Palestra: "A poesia como entretenimento: a experiência do Papel no Varal", com Ricardo Cabús (estande da Secretaria  Estadual de Educação) - VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas

        27/11/2015 (sexta, às 20h) - Uma Poeta na Berlinda, Ricardo Cabús entrevista Nicolas Behr - VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas

        13/12/2015 (domingo, às 19h) - Papel no Varal: poetas vivos, com Ricardo Cabús e Duo Lumeeiro

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mariana: um grande soluço


MARIANA

(Alphonsus de Guimaraens Filho)


"É como um grande soluço:
Mariana.


São velhas casas pedindo
um pouco de amanhecer.
São velhas casas sonhando...
São velhas casas sonhando...
Parece que vão morrer.


É como um grande soluço:
Mariana.


Navegas por entre luzes
que te recordam, na sombra
dos teus olhos,
um passado dolorido,
um passado que não viste
e que entretanto é bem teu.
Carregas na carne aflita
uma carne que morreu.


E é como um grande soluço
de mil torres,
de paisagens exaustas,
um soluço
sufocado:
Mariana.





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Imersão Latina celebra o amor no Terças Poéticas


Há dez anos o Imersão Latina começou sua trajetória unindo pesquisadores, artistas, jornalistas, sociólogos, educadores, poetas, contadores e criadores de uma história que se escreve com muito ativismo cultural. Para celebrar esta data, o Terças Poéticas, projeto de curadoria do poeta Wilmar Silva, que também fez uma década recebe a poetisa Brenda Marques Pena, idealizadora do Imersão Latina, no dia 3 de novembro, às 19 horas, no Teatro João Ceschiatti, do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537 - Centro, Belo Horizonte).


 “Depois que a gente passa por uma jornada de dez anos de uma organização nascida no mês das crianças descobre que o amor é o combustível necessário tanto para nascer as idéias e os projetos como para elas seguirem. E assim os 10 anos do Imersão Latina estão sendo celebrados sempre com muita poesia. Afinal, acreditamos em uma poética que permeia todas as artes”, aponta Brenda Marque Pena, presidente do Instituto Imersão Latina (Imel), poetisa, autora de Poesia Sonora: histórias e desdobramentos de uma vanguarda poética.

Nesta Terças Poética especial, Brenda Marques Pena, que também é performer estará apresentando o passaporte poético, livro-objeto: Utopias Possíveis, lançado em Buenos Aires e no Uruguai e que agora lançado pela primeira vez no Brasil, nesta data de aniversário do Imel. Também participarão desta celebração alguns poetas convidados que fazem parte do coletivo Nós da Poesia. A banda Cáustica também fará participação especial com performance poético-musical. 

Amar só por amar toda a gente

E para celebrar o amor aos povos da América Latina e de todos os poetas que nos inspiram a caminhada do Imersão Latina, a poetisa Florbela Espanca será homenageada. Afinal, ela soube em seus versos com profundidade falar desse amor por tudo e todos, como expressa seu poema:

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

Estes versos da poetisa portuguesa Florbela Espanca serão cantados e tocados pelo compositor e músico Marcos Assumpção, um carioca, mas mineiro de trajetória artística, afinal, toca mais em Minas do que no Rio de Janeiro. Ele tem participado do Imersão Latina em lançamentos do Nós da Poesia: vozes da Rua na bienal do livro de São Paulo e também na Associação Mineira de Imprensa, em Belo Horizonte.

Esta última antologia organizada pelo Instituto Imersão Latina também será apresentada no projeto Terças Poéticas. Vamos colocar expostas poesias do projeto Criança Não É Brinquedo, de crianças, agora já adolescentes, que escreveram versos antes dos 12 anos. Estes poemas foram publicados nas quatro antologias Nós da Poesia até hoje publicadas. E afinal, ainda que com dez anos, o Imel ainda é uma criança, que gosta da ciranda da vida e de brincar dos versos, que defende sempre o que é diverso! A entrada é gratuita, mas quem quiser levar um livro infantil ou um brinquedo, faremos a doação para crianças da comunidade Flor do Cascalho, no morro das Pedras, que o Imersão Latina tem apoiado, realizando projetos em parceria com o Centro de Arte e Cultura Flor do Cascalho, da ONG Sou Angoleiro.

Serviço:

Imersão Latina 10 anos no Terças PoéticasEspetáculo poético musical com Brenda Marques, presidente do Imel e poetas convidados, com lançamento do livro-objeto: “Utopias Possíveis”.
Homenagem a Florbela Espanca por Marcos Assumpção, compositor e escritor, autor de canções e de um espetáculo em homenagem à escritora portuguesa.
03/11/2015 às 19 horas, no Teatro João Ceschiatti, Palácio das Artes
(avenida Afonso Pena, 1537 - Centro, Belo Horizonte).

Entrada franca.

Brenda Marques Pena (Jornalista, editora e gestora cultural)
Graduada em Comunicação Social no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), com pós graduação na mesma instituição em Jornalismo e Práticas Contemporâneas. Mestre em Letras: Literatura e Outros Sistemas Semióticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com curso de formação em Gestão e Desenvolvimento da Cultura (Fundação Clóvis Salgado/Instituto Pensar e Agir com a Cultura). Jornalista, poeta e fotógrafa com mestrado em Literatura e outros sistemas semióticos pela UFMG. Presidente do Instituto Imersão Latina, É editora da Rede Minas de Televisão, Diretora de Comunicação da Associação Internacional de Poetas por Minas Gerais. Representante do Movimento Cultural Abrace. Foi consultora de Projetos do Grupo Neoplan, de Consultoria e Marketing e trabalha no desenvolvimento de projetos culturais nas mais diversas áreas, com destaque para a produção fotográfica da série de livros: Imagens de Minas. Autora de Poesia Sonora: Histórias e Desdobramentos de uma Vanguarda Poética (Tradição Planalto Editora: 2009) e organizadora da antologia Nós da Poesia, já na quarta edição. Possui textos em antologias nacionais e internacionais editadas em Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Uruguai. É acadêmica correspondente da Real Academia de Letras, cadeira 12: Lygia Clark (patronesse). Medalha de Bronze no Prêmio Carlos Drummond de Andrade CBM e no I Festival de Cultura Popular. Participou da Bienal Internacional do Livro do ano 2000 de São Paulo pela Alba Editora. Apresentou performances poéticas no Brasil, Cuba,  Estados Unidos, França,  Argentina e Uruguai. E como pesquisadora no Chile, México e  Venezuela. Foi a idealizadora e apresentadora dos programas CurtAgora na TV Universitária de Belo Horizonte e do Minas Popular Brasileira (MPB) na rádio Comunitária FM Lagoinha. Também foi repórter do programa Rockambole da 98 FM e redatora da Revista Rock News e dos sites A Escola, Citylink e do COFECON. Trabalhou por 5 anos na TV Alterosa. Como baterista e letrista, gravou dois CDs com a Caution, banda revelação 2008 do Prêmio GRC Music e um com a banda Cáustica (Prêmio Mineiro de Música Independente 2015). É fundadora e integrante do grupo Corpo-língua de performance cênica. Prêmio Excelência Cultural ABD 70 anos – Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais.

LÁ VAMOS NÓS DA POESIA…