segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Concurso Literário do Imel convoca escritores a adoçar a próxima edição do Nós da Poesia


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CONCURSO LITERÁRIO NÓS DA POESIA – até 12 de março
O tema geral da próxima edição do Nós da Poesia e do 1º Concurso Literário da nossa página Nós da Poesia será: “o açúcar do vizinho”.
Queremos fazer um convite contra a individualidade e contra as barreiras que colocamos no contato ao outro.
No Brasil, por exemplo, muitas vezes desconhecemos a cultura dos nossos países vizinhos e também de povos que fazem parte da nossa cultura, simplesmente por ficarmos alheios e assim a vida fica sem sabor.
Quando a gente se abre e rompe a fronteira pelo diálogo: “Vizinho, me empresta o seu açúcar”, a gente abre as possibilidades de contato com o outro.
Cada participante pode mandar um poema ou prosa poética de no máximo 3 páginas para nosdapoesia@gmail.com até 12 de março. Postaremos os selecionados aqui e os 3 mais votados serão premiados com publicação na próxima antologia Nós da Poesia. Os selecionados serão convidados a participar de forma cooperativa.
Participe hoje mesmo! Só pode participar quem já curtiu a nossas páginas:
facebook.com/nosdapoesia
facebook.com/imersaolatina
Organização: Instituto Imersão Latina

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Carta aberta aos amigos: artistas, escritores e apoiadores da cultura para associar-se ao Imersão Latina e participar do Coletivo Nós da Poesia

Série de Antologias Nós da Poesia, organizada pelo Instituto Imersão Latina

Os trabalhos em poesia, prosa poética, fotografia ou artes podem ser enviados para nosdapoesia@gmai.com. O prazo para envio para a antologia deste ano é 12 de março.


Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2016

Prezado(a) amigo(a) da cultura,

O Imersão Latina em seu décimo ano de atividades sociais e culturais ininterruptas, convida-lhe a fazer parte dessa história. Somos uma associação de escritores, jornalistas, produtores culturais, pesquisadores e artistas independentes. Com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais e atuação internacional, os objetivos dos projetos realizados pelo Instituto são: promover a diversidade cultural, a comunicação como um direito universal e a acessibilidade aos bens culturais, sempre de modo coletivo. Somos parceiros de várias outras ONGs e Centros Culturais sempre em busca do bem comum. Integramos a Rede Nacional Ciranda Brasil, de Comunicação Compartilhada (ciranda.net) e a Rede Internacional Facción Latina (faccionlatina.org. Também somos membros do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, do Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial, do Coletivo Contorno, do coletivo F R A U D E (Frente Revolucionária do Audio-visual), do Movimento Cultual aBrace, que integra escritores de vários países e da Rede Mídia, que publica o Jornal Sem Fronteiras, além de outras coletâneas literárias. 


Diretoria Imersão Latina – outubro de 2014 a outubro de 2017
Brenda Marques Pena – Presidente , Nelson Rodrigues Pombo Jr.  - Vice-presidente
Rosangela Ferris – Primeira secretária, Aloísio Soares Lopes – Segundo secretário
Verlaine de Assunção Prado – Tesoureira
Conselho Fiscal: Pâmilla Vilas Boas Costa Ribeiro, Renato Almeida, Paloma da Matta Machado
Aline Cântia Correa Miguel, Avelin R. Correia Rolim de Oliveira
Conselho Consultivo:Vicente Ferrer Lima, Iara Abreu. Gabriel Murilo, Adriana Luiza Barbosa Borges e Helen Novais.
Uma ONG é como esta árvore que cresce colorida e forte com o dedo de cada um.

Faça Parte!

Associado Amigo do Instituto Imersão Latina Colabore com 25 reais anuais e ganhe um dos belos livros da nossa Coleção Nós da Poesia

Associado cooperado do Instituto Imersão LatinaColabore com a taxa de R$ 30 reais mensais.
Os cooperados nesta categoria ganham kits culturais com livros, CDs e outros produtos culturais e podem participar das edições cooperativas do Imersão Latina sem custo adicional. Nossas próximas publicações e produtos serão todos acessíveis, os livros sempre faremos também em áudio-book e e-book para promover a acessibilidade. É possível participar como escritor, fotógrafo, artista visuais, ator ou músico. 
Os trabalhos em poesia, prosa poética, fotografia ou artes podem ser enviados para nosdapoesia@gmail.com. O prazo para envio para a antologia deste ano é 12 de março.

Dados bancários:
BANCO DO BRASIL - Agência 1586-5 - conta-corrente: 35533-X - Instituto Imersão Latina
Envie o comprovante de depósito no valor de R$25,00 com seu nome completo, endereço completo, profissão/ocupação, telefone e e-mail para o e-mail imersao@imersaolatina.com ou endereço postal: avenida do Contorno 4640, sala 701, bairro Funcionários - Belo Horizonte, MG – Brasil – CEP 30110-028.  Em até 15 dias você receberá um livro em sua residência.
Se desejar receber mais livros, o custo do segundo livro será de R$20,00. Por R$ 50,00 você recebe a coleção completa com os 4 volumes da série Nós da Poesia.

Disponibilizaremos os seguintes canais para divulgação de trabalhos dos associados.
Nossos meios de comunicação:imersaolatina.com
imersaolatina.blogspot.com
facebook.com/imersaolatina
twitter.com/imersaolatina
youtube.com/imersaolatina

Páginas virtuais de projetos da rede do Imersão Latina:facebook.com/residenciaimersaolatina
facebook.com/nosdapoesia
nosdapoesia.blogspot.com.br
experimentacaoitinerante.blogspot.com
musicadefronteira.blogspot.com.br
dialogossustentaveis.blogspot.com
criancanaoebrinquedo.blogspot.com
Bem-vindo ao Imersão Latina!

Abraços imersivos,

BRENDA MARQUES PENA
Presidente do Instituto Imersão Latina



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

‘Prêmio Sesc de Literatura 2016’ com inscrições abertas


Escritores podem se inscrever nas categorias Conto e Romance


Prêmio Sesc de Literatura 2016 está com inscrições abertas, até o dia 12 de fevereiro, para as categorias Conto e Romance. A iniciativa tem o objetivo de incentivar a produção literária nacional por meio da valorização de novos escritores e da renovação do mercado.

Poderão concorrer autores brasileiros e estrangeiros, residentes no Brasil, com mais de 18 anos. O candidato deverá adotar um pseudônimo, não podendo assinar a obra com o nome verdadeiro. A coautoria é aceita para os Romances e não serão permitidas inscrições de obras póstumas.

O livro deve ser inédito e o concorrente não poderá ter nenhuma outra obra publicada na categoria em que se inscrever. Para os Contos, o trabalho deverá ter entre 140 a 400 mil caracteres, e nos Romances, entre 180 e 600 mil caracteres. Vale lembrar que será permitida a inscrição de título cuja pequena parcela do conteúdo tenha sido publicada em blogs pessoais ou revistas eletrônicas, desde que não ultrapasse 25% do total da obra.

Os interessados devem se inscrever pelo site do Prêmio Sesc de Literatura. Um código identificador é gerado automaticamente e, com esse, o candidato poderá acompanhar o processo de avaliação. Confira o edital completo aqui.

O vencedor de cada categoria terá sua obra publicada e distribuída comercialmente pela editora Record, com uma tiragem inicial mínima de 2 mil exemplares. Cada vencedor assinará contrato de publicação com a editora, que ficará responsável pelos termos de edição.

Os textos serão analisados por uma comissão julgadora composta de escritores, jornalistas, críticos literários e especialistas em literatura. Não podem concorrer funcionários, estagiários e parentes (até segundo grau) de funcionários do Sesc, da Confederação Nacional do Comércio, das Federações do Comércio, da editora Record e nem dos envolvidos no processo de julgamento do concurso.

Prêmio Sesc de Literatura já revelou 21 novos escritores. Em 2015, os livros vencedores foram: o Romance Desesterro, da paulista Sheyla Smanioto; e na categoria Conto, Antes que seque, da carioca Marta Barcellos.

SERVIÇO
Prêmio Sesc de Literatura 2016
Prazo para inscrições: Até 12 de fevereiro
Gratuito  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Poema censurado na Bahia



O texto “Quadrilha”, de Lívia Natália faz parte do projeto “Poesia nas Ruas”, foi aprovado pelo
Fundo de Cultura. O “Poesia nas Ruas” tem também poemas de Nelson Maca, Alex Simões,
Mel Adún. Os versos foram estampados em outdoors na cidade de Ilhéus, sul da Bahia.
O poema de Lívia recebeu críticas da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado
da Bahia (Aspra), e o outdoor foi removido,
 segundo o site Bahia Notícias. 

A censura gerou manifestações de apoio à professora Lívia Natália nas redes sociais, sites e
blogues. A poetisa desabafou no Facebook: “Este é mesmo o País que se diz fora do regime 
militar e sem censura? Eu e as pessoas que fizeram o projeto Poesia nas Ruas tivemos o nosso
direito à liberdade de expressão vetado!”


O poeta Jorge Augusto, em matéria no site Bahia Notícias, analisou o poema: “O poema propõe 
pensarmos a subjetividade interditada desse corpo negro, (quando rompe a cadeia amorosa 
que remete a intertextualidade com o poema de Drummond), sinaliza o abandono em que, 
muitas vezes, é condenada a mulher negra, denuncia, ao mesmo tempo, a violência com 
que a PM pratica seu genocídio contra o povo negro. 

É amor, a subjetividade desse ser-negro, pensado, pelo Estado, sempre como um corpo suspeito 
que é tema. Maria não teve tempo de amar João. E o assassinato pela PM é apenas uma 
das formas pela qual essa subjetividade do negro brasileiro foi interditada, pela violência, 
e o poema usa dela para denunciar essa interdição, esse amor que não chegou a ser”.

Valdeck Almeida de Jesus, jornalista e poeta, postou em seu perfil no Face: “Meu apoio público 
a Lívia Natália e ao poema. Nada a retificar. Interditar o outdoor é interditar a livre expressão.
E o poema não diz nada diferente do que as estatísticas já dizem há muito tempo.
Ratifico o artigo do professor Jorge Augusto. 
É necessário que todos nós, poetas, escritores, artistas em geral, nos manifestemos 
contra a retirada do outdoor com o poema de Lívia Natália.”

O projeto Fala Escritor postou “Eu apoio Lívia Natália! Vamos mostrar a força que a poesia, 
a literatura e a cultura baiana têm contra a truculência da PM. Cada um vai marcar cinco poetas 
ou pessoas ligadas à poesia, à literatura e à cultura, compartilhando essa postagem. 
Censurar Lívia Natália é censurar a poesia baiana. Compartilhem.”

   
Aqui o poema:

“Quadrilha

Maria não amava João.
Apenas idolatrava seus pés escuros.
Quando João morreu,
assassinado pela PM,
Maria guardou todos os sapatos.”

(“Correntezas e Outros estudos Marinhos” (Editora Ogum's Toques Negros, Salvador-BA, 2015).

Resta a todos nós lutarmos contra esta censura. Com a palavra: escritores, poetas, 
jornalistas, ativistas culturais, pesquisadores, professores, mediadores de leitura, 
grupos e coletivos culturais, associações, academias de letras e o povo em geral.

Fontes:




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Meu Presépio





Ele podia ter nascido em um palácio mais rico que o de Herodes
Ele podia ter um templo mais luxuoso que o de Salomão 
Mas preferiu respeitar a vontade de seu Pai 
E nascer em uma estrebaria 
Junto aos animais e o afeto de sua Mãe
Deixando-nos uma lição de Humildade 
Amor Misericórdia e Perdão 
Uma Prática que até os dias de hoje
Só acontece na teoria 
Que neste natal a gente possa descobrir juntos 
Em Cristo Jesus A Luz
O caminho da Verdade 
A origem da Vida
E deixar que a Paz de Espirito 
Seja  a Real Presença em nossos Corações 

Feliz todos os Natais 
E os 365 dias de 216 com muita saúde 

Vicente Ferrer, poeta do Nós da Poesia

domingo, 15 de novembro de 2015

Presépio do Cotidiano


PRESÉPIO DO COTIDIANO 
Mírian Warttusch


 - O menino sorriu - não tinha por quê
Debaixo da ponte, tentou se esconder.
Levava uns trocados na suja mãozinha
Isso aconteceu logo de manhãzinha.

Pobreza no mundo, que coisa cruel!
Deitou com o cãozinho, por sobre um papel...
Não tinha a cobri-lo nem uma coberta
- Passar fome e frio será a coisa certa?

A mãe se ajoelha e lhe afaga o rostinho
E apanha as moedas da mão do menino.
O pai - barba grande - sentou-se ao seu lado,
Chovera... e o chão, estava molhado.

A cena tocante, me deu pena até,
Como  ali estivessem, Maria e José.
No chão deitadinho, na cabeça um capuz,
eu diria até que fosse Jesus.

A cena é comum, todo dia se vê...
Mas fiquei tocada, confesso a você!
Em pleno Natal, sem anjo, nem nada,
Montaram o presépio em plena calçada...




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nada mais que Pessoa(s)


por Fernando Moura Peixoto*
Homenagem a Fernando Pessoa (1888 – 1935), 80 anos de falecimento em 30 de novembro próximo.
 "A memória é a consciência inserida no tempo." FERNANDO PESSOA (1888 - 1935)
Nada mais do que pessoas... Pessoas que se deixaram retratar em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, tendo como cenário o bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, com o monumento ao Cristo Redentor abençoando todos. Gente como a gente, “ordinary people”, “common people”, como se diz nos States.
 “Hoje em dia há imagem demais e fotografia de menos” segundo o incensado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, de projeção internacional. Ainda bem que assim seja. A revolução das maquininhas digitais possibilitou a qualquer um clicar os melhores e piores momentos, seus ou dos outros, democraticamente. Pretender elitizar a fotografia - e também a poesia - é uma grande insensatez. Os “selfies” – ou “selfishes”, como os chama o humorista J. Praiano – parece que vieram para ficar.
Fotografa-se até no banheiro. Pude registrar uma frase do poeta lusitano Fernando Pessoa (1888 – 1935) grafitada num rejunte de azulejo em toalete de bar na Rua Sorocaba – “A minha arte é ser eu...” – graças à praticidade da tecnologia digital. Esnobado pela mídia carioca o assunto pipocou em blogs nos estados - “O Poeta Pessoa Num Banheiro Em Botafogo” - e atravessou o Atlântico. Foi parar na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, em Portugal, e retornou elogiado:
 “Caro Senhor Fernando. Muito obrigada por esta partilha [Nada Mais do Que Pessoa(s)]. Com os melhores cumprimentos e ao dispor.” Cecília Folgado, Responsável de Comunicação, CASA FERNANDO PESSOA, Rua Coelho da Rocha, 16, Lisboa, Portugal.  www.casafernandopessoa.pt |  Facebook | Instagram
 “Prezado Fernando Moura Peixoto. Agradeço o seu e-mail e as imagens. Realmente, o banheiro seria um dos últimos sítios onde esperaríamos ver uma citação de Fernando Pessoa, o grande poeta da língua portuguesa. Com os melhores cumprimentos.” Ana Moutinho, Porto, PT. - GRI/International Relations Office UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA - Praça 9 de Abril, Porto, Portugal.
Paraense radicada em nossa cidade há muitos anos - justo no bairro de Botafogo -, a cronista e cantora Lúcia Senna pensa de maneira diferente:
 “Aí reside a graça da vida: no inusitado. Quando poderíamos esperar em encontrar Pessoa em um banheiro imundo? Inusitado também o fato do outro Fernando, o Peixoto, tirar a foto da poesia e conosco compartilhar. Coisa de gente sensível!
Bem... Mas como já dizia o nosso grande compositor mineiro Milton Nascimento, ‘todo poeta tem que ir aonde o povo está’... E, sem dúvida, o povo também está nos banheiros imundos dos bares do nosso Brasil. Interessante! Gostei.”
Dedicado a Fernando Pessoa - cujo falecimento ocorreu há 80 anos, em 30 de novembro de 1935 - o vídeo “Nada Mais Do Que Pessoa(s)” teve as fotos realizadas com bom humor entre 2012 e 2015, concordem os puristas da imagética tradicional ou não.
 “Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.”
 “A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.”
“O mito é o nada que é tudo.”
"O sexo oposto existe para ser procurado e não para ser compreendido."
 "A minha pátria é a língua portuguesa."
 “A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão. Muitos creem coisas falsas de mim; e eu, falando com eles, faço tudo por deixá-los continuar nessa crença.”
“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas – a de minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.”
FERNANDO ANTÓNIO NOGUEIRA PESSOA
(13/06/1888 – 30/11/1935)
 Na trilha sonora, o Duo Francisco Mignone, formado pelas pianistas Maria Josephina Mignone e Miriam Ramos, interpreta “Travesso”, “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho”, do carioca Ernesto Nazareth (1863 – 1934). Considerado porVilla Lobos (1897 – 1959) a verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, infelizmente Nazareth hoje é mais conhecido no exterior do que em seu próprio país. Os arranjos são de Francisco Mignone (1897 – 1986).

Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

LÁ VAMOS NÓS DA POESIA…