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Sarau Nós da Poesia reuniu poetas e público em uma roda poética neste domingo na Bienal do Livro de Minas























Haverá venda de livros Nós da Poesia até 27 de maio, durante toda a Bienal, no estande da All Print.

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Uma década sem Artur da Távola

Soneto Inascido
O poema subjaz. Insiste sem existir  Escapa durante a captura   Vive do seu morrer.
O poema lateja. É limbo, é limo, Imperfeição enfrentada Pecado original.
O poema viceja no oculto Engendra-se em diluição Desfaz-se ao apetecer.
O poema poreja flor e adaga  E assassina o íncubo sentido. 
Existe para não ser.
(Artur da Távola) 
Por Fernando Moura Peixoto

“Artur da Távola – a pretexto ou a reboque da televisão – borda crônicas de nossa angústia cotidiana, tirando de cada átomo de significância televisionária uma lição ou pensação que seguramente constitui, para cada um dos seus leitores, uma pausa reflexiva no turbilhão insensato do dia a dia. É que nele há moral sem moralismo caturra e fechado, esperança sem embustes ilusionistas, cepticismo sem náusea, carinho psicolinguístico espontâneo capaz de captar os valores significados nos termos e vocábulos novos transados aqui e ali. Com isso, Artur da Távola tem sua legião de leitores gratos, em que me inscrevo grato.” ANTONIO HOUAISS (1915…

Nós da Poesia prepara nova edição. Participe até 15 de janeiro de 2018!

A próxima antologia Nós da Poesia (volume 6) terá como tema Va...idades / Van...idades(falará sobre a passagem do tempo, memória e valorização da vida). 

Participe enviando 4 poemas ou prosas poéticas. As inscrições estão abertas de hoje 15/10/2018 a 15/01/2018. 

Basta enviar seus textos em português ou espanhol para o e-mail: nosdapoesia@gmail.com. 

Participe e concorra a prêmios de publicação para os 3 primeiros colocados e de edição cooperativa para 30 participantes. A publicação é organizada pelo Instituto Imersão Latina.

Uma viagem à memória de Penedo por Zurica Peixoto

“Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.” 
FERNANDO PESSOA (1888 – 1935)  Rio de Janeiro, junho de 1940.
Acometida de forte gripe, moléstia importuna, cacete, que me retém em casa, esclusa e sem poder sair, sinto-me isolada, qual prisioneira que estivesse a cumprir sua pena. Aborrecida, sem saber o que fazer, tomo ao acaso os jornais vespertinos, cheios de escandalosos cabeçalhos. De relance, corro os fatos do dia, as crônicas sociais... São inúmeros os programas dos cinemas e teatros. Há reclames e mais reclames das festas juninas nos clubes e cassinos. Jogo à distância os jornais. Tudo me enfastia nesta noite. Em casa, quase todos saíram. A solidão deixa-me ainda mais aborrecida e entediada... Por que diabos inventaram a doença, principalmente quando se é moço?...

Passeio em volta da sala de estar. Ando para lá e para cá, num vaivém contínuo. Detenho-me ao rádio e ligo, indiferentemente, na es…