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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Presépio do Cotidiano

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PRESÉPIO DO COTIDIANO Mírian Warttusch

 - O menino sorriu - não tinha por quê Debaixo da ponte, tentou se esconder. Levava uns trocados na suja mãozinha Isso aconteceu logo de manhãzinha.
Pobreza no mundo, que coisa cruel! Deitou com o cãozinho, por sobre um papel... Não tinha a cobri-lo nem uma coberta - Passar fome e frio será a coisa certa?
A mãe se ajoelha e lhe afaga o rostinho E apanha as moedas da mão do menino. O pai - barba grande - sentou-se ao seu lado, Chovera... e o chão, estava molhado.
A cena tocante, me deu pena até, Como  ali estivessem, Maria e José. No chão deitadinho, na cabeça um capuz, eu diria até que fosse Jesus.
A cena é comum, todo dia se vê... Mas fiquei tocada, confesso a você! Em pleno Natal, sem anjo, nem nada, Montaram o presépio em plena calçada...



Nada mais que Pessoa(s)

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por Fernando Moura Peixoto* Homenagem a Fernando Pessoa (1888 – 1935), 80 anos de falecimento em 30 de novembro próximo. "A memória é a consciência inserida no tempo."FERNANDO PESSOA (1888 - 1935) Nada mais do que pessoas...Pessoas que se deixaram retratar em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, tendo como cenário o bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, com o monumento ao Cristo Redentor abençoando todos. Gente como a gente,“ordinarypeople”, “common people”, como se diz nosStates. “Hoje em dia há imagem demais e fotografia de menos” segundo o incensado fotógrafo brasileiroSebastião Salgado, de projeção internacional. Ainda bem que assim seja. A revolução das maquininhas digitais possibilitou a qualquer um clicar os melhores e piores momentos, seus ou dos outros, democraticamente.Pretender elitizar a fotografia - e também a poesia - é uma grande insensatez. Os “selfies” – ou “selfishes”, como os chama o humoristaJ. Praiano– parece que vieram para ficar. Fotogra…

Papel do Varal comemora prêmio de Fomento à Literatura em noite poética

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Uma noite de prêmios, homenagens e estreitamento de laços entre o público e a poesia
A brisa que vinha do mar era suave e contrastava com a inquietude da poesia. Pouco depois das 20h, o Rex Bar escutava as cordas do Duo Lumeeiro tocando Flying to the moon. Logo após o deleite com a música, o anfitrião da festa, Ricardo Cabús sobe ao palco declamando Charles Bukowski e inicia uma noite repleta de comemorações, entre elas, o agraciamento do Papel no Varal pelo Ministério da Cultura com a Bolsa de Fomento à Literatura, sendo classificado como o 1° sarau literário do Nordeste e o 4° do Brasil.
Logo os convites para subir ao palco são iniciados e o primeiro a dar voz à poesia foi Guilherme Ramos, com Soneto de (...) (continua em

http://www.lumeeiro.org/07112015---papel-no-varal-poetas-mortos/matria-ps-evento
............................................................................................... Agenda dos próximos eventos Lumeeiro:
        14/11/2015 (sábado, às 17h) - III Recital Jorg…

Mariana: um grande soluço

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MARIANA
(Alphonsus de Guimaraens Filho)

"É como um grande soluço: Mariana.

São velhas casas pedindo um pouco de amanhecer. São velhas casas sonhando... São velhas casas sonhando... Parece que vão morrer.

É como um grande soluço: Mariana.

Navegas por entre luzes que te recordam, na sombra dos teus olhos, um passado dolorido, um passado que não viste e que entretanto é bem teu. Carregas na carne aflita uma carne que morreu.

E é como um grande soluço de mil torres, de paisagens exaustas, um soluço sufocado: Mariana.