Mariana: um grande soluço


MARIANA

(Alphonsus de Guimaraens Filho)


"É como um grande soluço:
Mariana.


São velhas casas pedindo
um pouco de amanhecer.
São velhas casas sonhando...
São velhas casas sonhando...
Parece que vão morrer.


É como um grande soluço:
Mariana.


Navegas por entre luzes
que te recordam, na sombra
dos teus olhos,
um passado dolorido,
um passado que não viste
e que entretanto é bem teu.
Carregas na carne aflita
uma carne que morreu.


E é como um grande soluço
de mil torres,
de paisagens exaustas,
um soluço
sufocado:
Mariana.





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