Pular para o conteúdo principal

Postagens mais visitadas deste blog

Un poema a las Madres de la Plaza de Mayo de Argentina

Para Ti Madre De La Plaza De Mayo
Yo también soy tu hijo, Madre de la Plaza de Mayo. Como somos tus hijos Todos nosotros, Los hombres que tenemos Una conciencia libertária!... En mi país, Madre, No tenemos una Plaza de Mayo. Y tampoco hace falta, Pués todo el país, Madre, És una imensa plaza de Mayo!... Tu dolor, Madre de la Plaza de Mayo, És el dolor de la própria Democracia, Siempre amenazada por los uniformes y las botas. LLoro contigo, Madre, El desaparecimiento de tus hijos, Mis hermanos y hermanas argentinos, Y te nombro Madre, Porque sé Que si yo hubiera nacido en tu país, Mi pobre madrecita, Estaria junto a vosotras En la Plaza de Mayo, Preguntando por mi...
Buenos Aires, Febrero de 1983
© Lenine de Carvalho Do Livro Estação Lobo Azul (ou P.X. A Caixa Mágica) http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=Lenine www.loboazul.avbl.com.br

Uma década sem Artur da Távola

Soneto Inascido
O poema subjaz. Insiste sem existir  Escapa durante a captura   Vive do seu morrer.
O poema lateja. É limbo, é limo, Imperfeição enfrentada Pecado original.
O poema viceja no oculto Engendra-se em diluição Desfaz-se ao apetecer.
O poema poreja flor e adaga  E assassina o íncubo sentido. 
Existe para não ser.
(Artur da Távola) 
Por Fernando Moura Peixoto

“Artur da Távola – a pretexto ou a reboque da televisão – borda crônicas de nossa angústia cotidiana, tirando de cada átomo de significância televisionária uma lição ou pensação que seguramente constitui, para cada um dos seus leitores, uma pausa reflexiva no turbilhão insensato do dia a dia. É que nele há moral sem moralismo caturra e fechado, esperança sem embustes ilusionistas, cepticismo sem náusea, carinho psicolinguístico espontâneo capaz de captar os valores significados nos termos e vocábulos novos transados aqui e ali. Com isso, Artur da Távola tem sua legião de leitores gratos, em que me inscrevo grato.” ANTONIO HOUAISS (1915…

Uma vida não é o bastante

Por Brenda Marques Pena


Helenice era Rocha, fortaleza de palavras, com voz suave e branda destilava doçura. Falava de vida, morte e também da loucura que era viver em meio a tantos absurdos cotidianos. Cobertas de sua poesia, dela sempre lembraremos. Nesta hora cada um de Nós da Poesia sentimos um nó na garganta. Difícil despedir de uma amiga tão presente! Antes de partir nos deixou sete livros inéditos. O desejo dela: "Gostaria que minha poesia ficasse nos arquivos do IMEL - Instituto Imersão Latina". Reproduzo aqui um poema do último deles: "O Limbo das Horas":

TARDE
O pão sobre a mesa, o café
os pardais na janela, a fé 
exata a agonia da tarde
a loucura inata
O Limbo das Horas
da velha sozinha na casa.
Cada minuto uma sentença
preanuncia a despedida
a exatidão das horas
prediz o tempo do que foi
no irrecuperável movimento de partida
do minuto de antes para o de depois.

Helenice Maria Reis Rocha
(in memoriam)