Geraldo Vandré: Homenagem e reflexão

Por Dava Silveira*

Geraldo Vandré completa 81 anos em 12 de setembro e a questão da ditadura militar parece mais atual do que nunca. 

Estando a história do compositor entrelaçada com esse período da história do Brasil, resolvi selecionar um trecho do meu livro para ilustrar uma das heranças do golpe de 1964: “Geraldo Vandré exemplifica como ninguém os conflitos vividos pelo artista engajado dos anos 60. Influenciado pelas propostas do Centro Popular de Cultura, que pregava a “ida ao povo”, também convivia com a nova forma de articulação da indústria cultural com a música, tornando-a dependente de uma dinâmica mercantil que escapava ao seu controle.

Mas o compositor de “Caminhando” ilustra também o drama pelo qual passaram aqueles que se exilaram após a promulgação do AI-5 e que, ao retornarem, encontraram um país bem diferente. As transformações políticas, econômicas e culturais, provocadas pelo permanente controle do AI-5, tornaram possível a consolidação da indústria cultural, mudando, assim, toda a dinâmica do mercado, bem como da cultura brasileira”. (SILVEIRA, Dalva. Geraldo Vandré: a vida não se resume em festivais. Belo Horizonte : Fino Traço, 2011, p. 165) 

 *Na antologia Nós da Poesia: vozes da Rua, organizada pelo Instituto Imersão Latina e editada pela All Print Editora, Dalva Silveira faz uma homenagem a Geraldo Vandré. Para adquirir o livro onlie acesse www.allprinteditora.com.br

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