Pular para o conteúdo principal

Literatura indígena na Feira Pan-amazônica do livro

ESCRITORAS: Encontro coloca cultura ancestral no centro do debate 


Márcia Kambeba: um livro para possibilitar a união entre povos diferentes 
A literatura indígena foi o tema central do Encontro Literário Paraense,  uma das programações da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece no Hangar até o dia 8 de junho. Ontem, as escritoras Márcia Kambeba, da etnia Omágua/ Kambeba, e Murué Surui, da etnia Aikewára falaram sobre suas obras e a importância da preservação e valorização da cultura indígena. Além disso, Márcia lançou o livro de poesias “Kakyri Tama Eu Moro na Cidade”, e Murué o “Histórias dos índios Aikewára”.
Segundo Márcia o objetivo de seu livro foi recontar parte da história e formas de vida de seu povo. A ideia é, a partir da obra, possibilitar a união entre os povos de diferentes etnias. “A proposta é de unificar, não só os que estão na aldeia como também quem já está inserido na cidade. Eu por exemplo, sou indígena, mas vivo na cidade. Afinal, o que nos indentifica não é só a, língua ou as grafias que fazemos em nosso corpo, mas o conhecimento que temos sobre quem nós somos, o sentimento de pertencimento”, diz. A escritora é amazonense e reside no Pará há três anos. Seu livro tem como base a tese de mestrado elaborado por ela e que tem como foco o estudo da história da etnia Omágua/ Kambeb, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.
O livro de poemas retrata parte da história e da realidade dos povos indígenas, a partir do olhar de quem é também indígena. “A ideia do livro surgiu das indagações que são direcionadas a mim, seja em palestras ou quando alguém sabe que sou indígena. Há muita ingnorância e falta de informação. O livro tem como objetivo esclarecer sobre a cultura e ajudar a unir os povos numa tentativa de enfrentar o preconceito, pois é ele que nos separa. O livro tem como objetivo mostra essa cultura que é milenar”, diz Marcia que é mestre em Geografia. 
Informações enviadas por: Ilma Teixeira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Un poema a las Madres de la Plaza de Mayo de Argentina

Para Ti Madre De La Plaza De Mayo
Yo también soy tu hijo, Madre de la Plaza de Mayo. Como somos tus hijos Todos nosotros, Los hombres que tenemos Una conciencia libertária!... En mi país, Madre, No tenemos una Plaza de Mayo. Y tampoco hace falta, Pués todo el país, Madre, És una imensa plaza de Mayo!... Tu dolor, Madre de la Plaza de Mayo, És el dolor de la própria Democracia, Siempre amenazada por los uniformes y las botas. LLoro contigo, Madre, El desaparecimiento de tus hijos, Mis hermanos y hermanas argentinos, Y te nombro Madre, Porque sé Que si yo hubiera nacido en tu país, Mi pobre madrecita, Estaria junto a vosotras En la Plaza de Mayo, Preguntando por mi...
Buenos Aires, Febrero de 1983
© Lenine de Carvalho Do Livro Estação Lobo Azul (ou P.X. A Caixa Mágica) http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=Lenine www.loboazul.avbl.com.br

Uma década sem Artur da Távola

Soneto Inascido
O poema subjaz. Insiste sem existir  Escapa durante a captura   Vive do seu morrer.
O poema lateja. É limbo, é limo, Imperfeição enfrentada Pecado original.
O poema viceja no oculto Engendra-se em diluição Desfaz-se ao apetecer.
O poema poreja flor e adaga  E assassina o íncubo sentido. 
Existe para não ser.
(Artur da Távola) 
Por Fernando Moura Peixoto

“Artur da Távola – a pretexto ou a reboque da televisão – borda crônicas de nossa angústia cotidiana, tirando de cada átomo de significância televisionária uma lição ou pensação que seguramente constitui, para cada um dos seus leitores, uma pausa reflexiva no turbilhão insensato do dia a dia. É que nele há moral sem moralismo caturra e fechado, esperança sem embustes ilusionistas, cepticismo sem náusea, carinho psicolinguístico espontâneo capaz de captar os valores significados nos termos e vocábulos novos transados aqui e ali. Com isso, Artur da Távola tem sua legião de leitores gratos, em que me inscrevo grato.” ANTONIO HOUAISS (1915…

Nós da Poesia prepara nova edição. Participe até 15 de janeiro de 2018!

A próxima antologia Nós da Poesia (volume 6) terá como tema Va...idades / Van...idades(falará sobre a passagem do tempo, memória e valorização da vida). 

Participe enviando 4 poemas ou prosas poéticas. As inscrições estão abertas de hoje 15/10/2018 a 15/01/2018. 

Basta enviar seus textos em português ou espanhol para o e-mail: nosdapoesia@gmail.com. 

Participe e concorra a prêmios de publicação para os 3 primeiros colocados e de edição cooperativa para 30 participantes. A publicação é organizada pelo Instituto Imersão Latina.